Dinâmica de treinamento é um tema interessante e atrativo aos profissionais ligados à formação e desenvolvimento de pessoas.
Quando estamos construindo um programa de treinamento, além de nos preocuparmos com o conteúdo a ser transmitido, também devemos ter cautela em criar recursos de fixação de conteúdo, isto é, sairmos de uma condição conceitual para vivenciarmos o tema aplicado na prática, principalmente quando este tema está ligado aos aspectos comportamentais.
Alguns profissionais utilizam trechos comuns de filmes ou mesmo vídeos técnicos de treinamento desenvolvidos por empresas especializadas.
Muitos treinadores notam que simplesmente o uso de filmes algumas vezes não supre a necessidade do aprendizado, os mesmos acreditam que o efeito mais positivo é obtido através do uso das dinâmicas vivenciais, onde o participante experimenta na “pele” as reações positivas ou negativas conforme os objetivos a serem atingidos.
As dinâmicas podem ser utilizadas para diversas finalidades, tais como:
• Quebra gelo (para o início de uma reunião de treinamento)
• Fixação de conteúdos
• Descontração de equipe
• Avaliações de comportamentos (muito utilizados também em processos seletivos)
Devemos ter alguns cuidados para escolha de uma dinâmica de treinamento, afinal de contas, elas estarão interagindo com pessoas.
Ao escolher uma dinâmica de treinamento, deve-se ter muito claro a objetividade da mesma e conhecer bem o público participante, contudo, alguns profissionais utilizam a dinâmica para preenchimento de assunto, tipo encher “lingüiça” ou dinâmicas que ficam totalmente vagas dentro do contexto do treinamento e que muitas vezes acabam não compreendendo, deixando os participantes confusos quanto ao propósito da dinâmica.
São essas atitudes que comprometem a seriedade das dinâmicas de treinamento levando apenas para um sentimento de brincadeira e não como recurso didático.
Uma dinâmica de treinamento quando aplicada de forma incorreta pode gerar visões destorcidas em relação ao treinamento ou ao profissional mediador podendo comprometer seu trabalho. Devido à falta de compreensão por parte de algum participante, uma dinâmica mal aplicada pode gerar subterfúgios para uma ação trabalhista alegando, por exemplo, conotação de assédio moral.
Acredito que você esteja pensando agora, então o que fazer?
Hoje em dia existem muitos recursos que poderão lhe auxiliar na escolha de uma dinâmica, como sites especializados no tema ou livros de diversos autores, além de sua própria rede de network consultando outros profissionais para troca de informações.
É nossa responsabilidade cuidar e defender este recurso didático tão valioso, dinâmica não é brincadeira e sim uma ferramenta de trabalho.
E você, caro leitor, qual é a sua opinião a respeito deste assunto?